sábado, 20 de março de 2010

Dadaísmo

Movimento artístico que se desenvolveu em seguida do Cubismo, e que se caracterizou pela negação dos valores tradicionais, pregando o fim da cultura e a reconstrução do mundo (niilismo). Criaram-no o poeta Tristan Tzara, os escritores Hugo Ball e Richard Hülsenbeck e o pintor Hans Arp, os quias fundariam em Zurique o Carbaret Voltaire, clube destinado à manifestções artísticas de vanguarda. Arp ficaria sendo o representante mais típico do movimento , nessa sua fase suiça.



O NASCIMENTO DO DAÍSMO

Como já citado acima, Hugo Ball fundou em Zurich o Cabaret Voltare em 1916, sede do primeiro grupo dadaísta.

Em princípio Ball tinha a colaboração de sua companheira Emmy Hennings, mas por pouco tempo se reuniram a um poeta e pintor Hans Arp, o artísta romano Marcel Janco e seu poeta também romano, Tristan Tzara. Juntos desenvolveram uma série de atividades em o Carbaret que rapidamente divulgou-se devido ao seu profundo caráter de provocação.

Em Zurich surgi o grupo Dadá e na Suiça por se tratar de um país neutro a atividade dadaísta se aflora. o resultado se dá no fechamento de o Carbaret, por pedido dos burgueses.

Dadá se define como um ataque niilista e violento contra a arte de seus agente, e como um jogo.

Hugo Ball escreve em seu diário “Lo que ilhamos Dadá es una arlequinada compueste de nada, em la que estãn involuciadas todas las grandes cuestiones, un gesto de glatiador, un juego con ruinas viles, una ejecución de la moralidal y la plenitud como postura”.

O dadaísmo mostra-se uma preferência pelo irracional e matém a frente de qualquer coisa uma postura profundamente “nihilista” ( realtivo a nada, aniquilamento, descrença absoluta, na sociedade e nos valores éticos).

Os valores pré estabelecidos se verificam nos primeiros momentos do Carbaret e de um modo aparentemente ingênuo.

Há poucas obras em que aparece representado o célebre Carbaret Voltaire, realizado por Marcel Janco, recuperando um estilo bastante peculiar e que assimilaram elementos próprios futurísticos.

Em um manifesto Dadá de 1918, Tzara especifica: “Dadá não significa nada”, (...) “Dadá é uma necessidade de independência, de desconfiança para a comunidade...”. Proclama a liberdade como elemento essencial para toda a atividade dadaísta e afirma que “Dadá é insignificância e abstração”.

Variando a intensidade de seus caracters, como seus tamnhos, os dadístas foram captar a atenção dos lietores. Em uma página de Dadá - Almanch em 1920 - Berlin.

As palavras, as frase inconeas e sem sentido formam elementos utilizados pelos dadístas a fim de provocar os leitores. Em suas publicações, e juntamente com realizações plásticas, criando uma linguagem pessoal e de grande efeito visual.

Na Primeira Feira Internacional Dadá de Berlin, o ponto culminante de uma linha de atuação e que culminou notadamente de posição radical de seus dadaístas alemães, que não derivaram das posturas, ams das personalidades e dos Dadás parisienses, que culminaram em um Surrealismo.

Em Nova York 19915, chega Marcel Duchamp o qual integra-se no espírito crítico e negativista do dadaísmo, levado a Barcelona no ano seguinte por Picabia.

O artísta Marcel Duchamp, leva de presente para seu amigo Arensberg um vidro com o ar de Paris. Isto sucedia em anos mais tarde em a primeira inclusão de artísta francês no mundo dos objetos descontextualizados.

Sua maior obra foi “Fontaine” de 1917, premiada pelo comitê de seleção de obras. “Independientes” em Nova York Duchamp preferiu não assinar a obra a qual recebeu o psiodônimo de R. Mutt, este objeto, um urinário. Sua conversão de objetos em uso comum.

O dadaísmo procura a destruição da cultura. Como por exemplo: Duchamp coloca bigode na obra de Gioconda, querendo com isso provocar e escandalizar o espectador, L.H.O.O.Q..(1919).

As distintas etapas de sua vida e obra Duchamp mesclou a realidade com a fantasia, fato este que foi assimilado pelo Surrealismo, como uma titude própria do Surreal, mais por paralelismo do que por influêncais recíprocas.



DADÁ NA ALEMANHA

Richard Hülsembeck, autor de Cabeça Mecânica (1919-1920) - Berlin - Coleção Hannah Hóch; organizou em 1918 a primeira Feira Dadaísta.

Seu espírito revolucionário, divulga em um panfleto contra a concepção da vida de Weimar, em 20 de abril de 1919, onde dizia “Yo anuncio el mundo dadaísta! Me rio de la ciencia y la cultura, estas seguridades miserables de una sociedad condenada a murte”. O Club Dadá representava uma guerra de internacionalismo do mundo, é um movimento internacional antiburguês.

Com o caos político e com a terrível situação econômica que atravessava a Alemanha, sem dúvida, foi apropriado para o surgimento do dadaísmo alemão que desde o início teve um significado muito mais popular e violento do que poderia ter havido em Zurich.

Dadá reune em Berlin artístas como Raoul Hausmann, Hannah Höch, Johamnes Baader, Wieland Herzfelde, John Heartfied e George Grosz.

Kurt Schurithers deixa escrito em uma carta datada de 1924, que nuncahavia sido um dadaísta, sendo que havia inventado uma fórmula política.

Raoul Hausmann, homenagia a nova arte revolucionária russa, atacando o militarísmo alemão.

O artísta situa sobre sua cabeça de madeira, toda uma série de apartos e sistemas, como se trata-se de controlar a capacidade de pensamento do indivíduo.

De certo modo coincide plenamente com os pensamentos de Duchamp, o Picabia e seus “antemecanismos”.

A obra de Schwitters se caracterizou sempre pelo sentido eminentemente construtivo, de modo que, o reverso de toda a trajetória destrutiva dadaísta.

A linha ideológica dos dadaístas alemães era a ruptura com o sistema artístico burguês e a opção política revolucionária.



DADÁ EM PARIS

Muito antes de Tristan Tzara em Paris 1920, tinha-se notícia que na capital francesa já existia atividades dadaístas. Um poeta romano mantinha correspondência com Guillaune Apollinaire e era colaborador da revista Nord-Sud, dirigida por Pierre Deverdy e Sic, cujo o diretor era P.A. Birot. Esta revista que fundirá em Paris a ideologia dadaísta.

Francis Picabia teve grande importâncianos movimentos dadaístas. Suas pinturas de máquinas, publicadas na revista 391, iniciada em Barcelona.

Pode-se afirmar que em 1920 é o ano do triunfo do movimento em Paris.

Foram várias as realizações neste ano, que fica absolutamente impossível mencionar todas. Especialmente significativa foi a adesão da Revista “Litterature al Dadaísmo”.



A EXPANSÃO DO DADAÍSMO

O dadaísmo foi uma corrente difundida simultaneamente e em diversos lugares da Europa, tanto ideológicamente como também em caráter prático.

As publicações dadaístas favoreceram a medida que a comunicação se estabelece com outros grupos de artístas, dentre eles se destacam principalmente os construtivistas russos, os neoplacistas holandeses e os representantes de Bauhaus.

Outras atividades importantes, desde esse ponto de vista, foi o Congresso Internacional de Artístas Progressistas que aconteceu em maio de 1922 em Berlin. Durante o mesmo ano, a primeira Exposição de Arte Russa.

Um ponto importante entre os dadaístas e construtivistas e a frente a pintura, a escultura e a arquitetura, consideradas tradicionalmente “Artes Nobles”.


O FIM DO MOVIMENTO DADÁ

Com as profundas desavenças entre Tristan Tzara e André Breton, tiveram como consequência o desaparecimento do movimento dadaísta com o tal nascimento do Surrealismo.

O fim do movimento dadaísta, em 1923 deu-se após um escândalo. A partir desse momento Tzara se dedica a rezar o “Oracion Fúnebre por Dadá” em diversas reuniões celebradas em distintas cidades da Alemanha.

O dadaísmo foi mais um estado de espírito, oriundo das convulsões geradas pela I Guerra Mundial, que propriamente um movimento com leis e estruturas próprias; sob seus escombros ergue-se-ia porém o Surrealismo, e algumas de suas inteções foram retomadas recentemente pelos adeptos da Pop Art.



BIBLIOGRAFIA

• LAS CLAVES DEL DADÍSMO
como interpretalo
Autor: LOUDES CIRLOT
Edição: SETEMBRO/1990
Editora: La Roca del Vallès (Barcelona)

• ENCYCLOPAEDIA BRITÂNICA EDITOES LTDA.
VOL. 5 E 6
Eitora: BRITÂNICA

POP-ART



Movimento principalmente americano e britânico, sua denominação foi empregada pela primeira vez em 1954, pelo crítico inglês Lawrence Alloway, para designar os produtos da cultura popular da civilização ocidental, sobretudo os que eram provenientes dos Estados Unidos.

Com raízes no dadaísmo de Marcel Duchamp, o pop art começou a tomar forma no final da década de 1950, quando alguns artistas, após estudar os símbolos e produtos do mundo da propaganda nos Estados Unidos, passaram a transformá-los em tema de suas obras.

Representavam, assim, os componentes mais ostensivos da cultura popular, de poderosa influência na vida cotidiana na segunda metade do século XX. Era a volta a uma arte figurativa, em oposição ao expressionismo abstrato que dominava a cena estética desde o final da segunda guerra. Sua iconografia era a da televisão, da fotografia, dos quadrinhos, do cinema e da publicidade. 
Com o objetivo da crítica irônica do bombardeamento da sociedade pelos objetos de consumo, ela operava com signos estéticos massificados da publicidade, quadrinhos, ilustrações e designam, usando como materiais principais, tinta acrílica, ilustrações e designs, usando como materiais, usando como materiais principais, tinta acrílica, poliéster, látex, produtos com cores intensas, brilhantes e vibrantes, reproduzindo objetos do cotidiano em tamanho consideravelmente grande, transformando o real em hiper-real. Mas ao mesmo tempo que produzia a crítica, a Pop Art se apoiava e necessitava dos objetivos de consumo, nos quais se inspirava e muitas vezes o próprio aumento do consumo, como aconteceu por exemplo, com as Sopas Campbell, de Andy Warhol, um dos principais artistas da Pop Art. Além disso, muito do que era considerado brega, virou moda, e já que tanto o gosto, como a arte tem um determinado valor e significado conforme o contexto histórico em que se realiza, a Pop Art proporcionou a transformação do que era considerado vulgar, em refinado, e aproximou a arte das massas, desmitificando, já que se utilizava de objetos próprios delas, a arte para poucos.
Principais Artistas:
Robert Rauschenberg (1925) Depois das séries de superfícies brancas ou pretas reforçadas com jornal amassado do início da década de 1950, Rauschenberg criou as pinturas "combinadas", com garrafas de Coca-Cola, embalagens de produtos industrializados e pássaros empalhados.
Por volta de 1962, adotou a técnica de impressão em silk-screen para aplicar imagens fotográficas a grandes extensões da tela e unificava a composição por meio de grossas pinceladas de tinta. Esses trabalhos tiveram como temas episódios da história americana moderna e da cultura popular.

Roy Lichtenstein (1923-1997). Seu interesse pelas histórias em quadrinhos como tema artístico começou provavelmente com uma pintura do camundongo Mickey, que realizou em 1960 para os filhos. Em seus quadros a óleo e tinta acrílica, ampliou as características das histórias em quadrinhos e dos anúncios comerciais, e reproduziu a mão, com fidelidade, os procedimentos gráficos. Empregou, por exemplo, uma técnica pontilhista para simular os pontos reticulados das historietas. Cores brilhantes, planas e limitadas, delineadas por um traço negro, contribuíam para o intenso impacto visual.
Com essas obras, o artista pretendia oferecer uma reflexão sobre a linguagem e as formas artísticas. Seus quadros, desvinculados do contexto de uma história, aparecem como imagens frias, intelectuais, símbolos ambíguos do mundo moderno. O resultado é a combinação de arte comercial e abstração.

Andy Warhol (1927-1987). Ele foi figura mais conhecida e mais controvertida do pop art, Warhol mostrou sua concepção da produção mecânica da imagem em substituição ao trabalho manual numa série de retratos de ídolos da música popular e do cinema, como Elvis Presley e Marilyn Monroe. Warhol entendia as personalidades públicas como figuras impessoais e vazias, apesar da ascensão social e da celebridade. Da mesma forma, e usando sobretudo a técnica de serigrafia, destacou a impessoalidade do objeto produzido em massa para o consumo, como garrafas de Coca-Cola, as latas de sopa Campbell, automóveis, crucifixos e dinheiro.
Produziu filmes e discos de um grupo musical, incentivou o trabalho de outros artistas e uma revista mensal.
NO BRASIL
A década de 60 foi de grande efervescência para as artes plásticas no pais. Os artistas brasileiros também assimilaram os expedientes da pop art como o uso das impressões em silkscreen e as referências aos gibis. Dentre os principais artistas estão Duke Lee, Baravelli, Fajardo, Nasser, Resende, De Tozzi, Aguilar e Antonio Henrique Amaral.
A obra de Andy Warhol expunha uma visão irônica da cultura de massa. No Brasil, seu espírito foi subvertido, pois, nosso pop usou da mesma linguagem, mas transformou-a  em instrumento de denúncia política e social.

Arte Contemporânea

Definição
Os balanços e estudos disponíveis sobre arte contemporânea tendem a fixar-se na década de 1960, sobretudo com o advento da arte pop e do minimalismo, um rompimento em relação à pauta moderna, o que é lido por alguns como o início do pós-modernismo. Impossível pensar a arte a partir de então em categorias como "pintura" ou "escultura". Mais difícil ainda pensá-la com base no valor visual, como quer o crítico norte-americano Clement Greenberg. A cena contemporânea - que se esboça num mercado internacionalizado das novas mídias e tecnologias e de variados atores sociais que aliam política e subjetividade (negros, mulheres, homossexuais etc.) - explode os enquadramentos sociais e artísticos do modernismo, abrindo-se a experiências culturais díspares. As novas orientações artísticas, apesar de distintas, partilham um espírito comum: são, cada qual a seu modo, tentativas de dirigir a arte às coisas do mundo, à natureza, à realidade urbana e ao mundo da tecnologia. As obras articulam diferentes linguagens - dança, música, pintura, teatro, escultura, literatura etc. -, desafiando as classificações habituais, colocando em questão o caráter das representações artísticas e a própria definição de arte. Interpelam criticamente também o mercado e o sistema de validação da arte.

Tanto a arte pop quanto o minimalismo estabelecem um diálogo crítico com o expressionismo abstrato que as antecede por vias diversas. A arte pop - Andy Warhol, Roy Lichtenstein, Claes Oldenburg e outros - traduz uma atitude contrária ao hermetismo da arte moderna. A comunicação direta com o público por meio de signos e símbolos retirados da cultura de massa e do cotidiano - histórias em quadrinhos, publicidade, imagens televisivas e cinematográficas - constitui o objetivo primeiro de um movimento que recusa a separação arte e vida, na esteira da estética anti-arte dos dadaístas e surrealistas. Trata-se também da adoção de outro tipo de figuração, que se beneficia de imagens, comuns e descartáveis, veiculadas pelas mídias e novas tecnologias, bem como de figuras emblemáticas do mundo contemporâneo, a Marilyn Monroe de Andy Warhol, por exemplo. A figuração é retomada, com sentido inteiramente diverso, nos anos 1980 pela transvanguarda, no interior do chamado neo-expressionismo internacional. O minimalismo de Donald Judd, Tony Smith, Carl Andre e Robert Morris, por sua vez, localiza os trabalhos de arte no terreno ambíguo entre pintura e escultura. Um vocabulário construído com base em idéias de despojamento, simplicidade e neutralidade, manejado com o auxílio de materiais industriais, define o programa da minimal art. Uma expansão crítica dessa vertente encontra-se nas experiências do pós-minimalismo, em obras como as de Richard Serra e Eva Hesse. Parte da pesquisa de Serra, sobretudo suas obras públicas, toca diretamente às relações entre arte e ambiente, em consonância com uma tendência da arte contemporânea que se volta mais decididamente para o espaço - incorporando-o à obra e/ou transformando-o -, seja ele o espaço da galeria, o ambiente natural ou as áreas urbanas. Preocupações semelhantes, traduzidas em intervenções sobre a paisagem natural, podem ser observadas na land art de Walter De Maria e Robert Smithson. Outras orientações da arte ambiente se verificam nas obras de Richard Long e Christo.

Se os trabalhos de Eva Hesse não descartam a importância do espaço, colocam ênfase em materiais, de modo geral, não rígidos, alusivos à corporeidade e à sensualidade. O corpo sugerido em diversas obras de E. Hesse - Hang Up, 1966 - toma o primeiro plano no interior da chamada body art. É o próprio corpo do artista o meio de expressão em trabalhos associados freqüentemente a happenings e performances. Nestes, a tônica recai, uma vez mais, sobre o rompimento das barreiras entre arte e não-arte, fundamental para a arte pop, e sobre a importância decisiva do espectador, central já para o minimalismo. A percepção do observador, pensada como experiência ou atividade que ajuda a produzir a realidade descoberta, é largamente explorada pelas instalações. Outro desdobramento direto do minimalismo é a arte conceitual, que, como indica o rótulo, coloca o foco sobre a concepção - ou conceito - do trabalho. Sol LeWitt em seus Parágrafos sobre Arte Conceitual (1967), esclarece: nessas obras, "a idéia torna-se uma máquina de fazer arte". É importante lembrar que o uso de novas tecnologias - vídeo, televisão, computador etc. - atravessa parte substantiva da produção contemporânea, trazendo novos elementos para o debate sobre o fazer artístico.

Os desafios enfrentados pela arte contemporânea podem ser aferidos na produção artística internacional. Em relação ao cenário brasileiro, as Bienais Internacionais de São Paulo ajudam a mapear as diversas soluções e propostas disponíveis nos últimos anos. Na década de 1980, a exposição Como Vai Você, Geração 80?, no Parque Lage, Rio de Janeiro, e a participação dos artistas do Ateliê da Lapa e Casa 7 na Bienal Internacional de São Paulo, em 1985, evidenciam as pesquisas visuais.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Um pouco de Frida

 
Filha do fotógrafo judeu-alemão Guillermo Kahlo e de Matilde Calderón e Gonzalez, uma mestiça mexicana. Em 1913, com seis anos, Frida contrai poliomielite, sendo esta a primeira de uma série de doenças, acidentes, lesões e operações que sofre ao longo de sua vida. A poliomielite deixa uma lesão no seu pé direito e, graças a isso, ganha o apelido Frida pata de palo (ou seja, Frida perna de pau). A partir disso ela começou a usar calças e depois, longas e exóticas saias, que vieram a ser uma de suas marcas pessoais. Ao contrário de muitos artistas, Kahlo não começou a pintar cedo. Embora o seu pai tivesse a pintura como um passatempo, Frida não estava particularmente interessada na arte como uma carreira. Entre 1922 e 1925 frequenta a Escola Nacional Preparatória do Distrito Federal do México e assiste a aulas de desenho e modelagem.
Em 1925, aos 18 anos aprende a técnica da gravura com Fernando Fernandez. Porém sofreu um grave acidente. Um ônibus no qual viajava chocou-se com um trem, acidente que fez a artista ter de usar vários coletes ortopédicos de materiais diferentes, chegando inclusive a pintar alguns deles (por exemplo o colete de gesso na tela intitulada "A Coluna Partida"). Por causa desta última tragédia fez várias cirurgias e ficou muito tempo acamada. Durante a sua longa convalescência começou a pintar com uma caixa de tintas que pertenciam ao seu pai, e com um cavalete adaptado à cama.
Em 1928 quando Frida Kahlo entra no Partido comunista mexicano, ela conhece o muralista Diego Rivera, com quem se casa no ano seguinte. Sob a influência da obra do marido, adotou o emprego de zonas de cor amplas e simples num estilo propositadamente reconhecido como ingênuo. Procurou na sua arte afirmar a identidade nacional mexicana, por isso adotava com muita freqüencia temas do folclore e da arte popular do México.
Entre 1930 e 1933 passa a maior parte do tempo em Nova Iorque e Detroit com Rivera. Entre 1937 e 1939 Leon Trotski vive em sua casa de Coyoacan. Em 1938 André Breton qualifica sua obra de surrealista em um ensaio que escreve para a exposição de Kahlo na galeria Julien Levy de Nova Iorque. Não obstante, ela mesma declara mais tarde: "pensavam que eu era uma surrealista, mas eu não era. Nunca pintei sonhos. Pintava a minha própria realidade".
Em 1939 expõe em Paris na galeria Renón et Colle. A partir de 1943 dá aulas na escola La Esmeralda, no D.F. (México).
Em 1953 a Galeria de Arte Contemporânea desta mesma cidade organiza uma importante exposição em sua honra.
Alguns de seus primeiros trabalhos incluem o "Auto-retrato em um vestido de veludo" (1926), "retrato de Miguel N. Lira" (1927), "retrato de Alicia Galant" (1927) e "retrato de minha irmã Christina" (1928)

Vida Íntima

Casa-se aos 21 anos com Diego Rivera, um casamento tumultuado, ambos tinham temperamentos fortes e casos extraconjugais. Kahlo que era bissexual esteve relacionada com Leon Trotski enquanto casada. Rivera aceitava abertamente os relacionamentos de Kahlo com mulheres, embora não aceitasse seus casos com homens. Frida descobre que Rivera mantinha um relacionamento com sua irmã mais nova, Cristina que teve 6 filhos. Separam-se, mas em 1940 unem-se novamente, o segundo casamento foi tão tempestuoso quanto o primeiro. Durante o casamento, embora tenha engravidado mais de uma vez, nunca teve filhos, pois as sequelas do acidente a impossibilitaram de levar uma gestação até o final.Frida descobre que Rivera abusava sexualmente de menores.
Depois de algumas tentativas de suicídio com facas e martelos, em 13 de julho de 1954, Frida Kahlo, que havia contraido uma forte pneumonia, foi encontrada morta. Seu atestado de óbito registra embolia pulmonar como a causa da morte. Mas não se descarta que ela tenha morrido de overdose, que pode ter sido acidental ou não. A última anotação em seu diário que diz "Espero que minha partida seja feliz, e espero nunca mais regressar - Frida" permite aventar-se a hipótese de suicídio. Pesquisadores com base na autópsia de Frida acreditam ter sido envenenada por uma das amantes de seu então marido. Diego Rivera descreveu em sua auto-biografia que o dia da morte de Frida foi o mais trágico de sua vida.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Amor sem Limites



Se  trata de uma uma obra surrealista feita pela Artísta Plástica  Ramalhied,
Ramalhied  conhecida como Deilhamar nasceu em janeiro de 1988 em Goiânia,começou á desenhar desde criança  gravuras em livros didáticos ou riscar os livros.Aos 5 sua mãe pegou lápis e papel e desenhou uma boneca sua mãe pediu pra ela fazer a mesma coisa e ela fez exatamente igual daí em diante começou a desenhar pra valer.Com 9 anos frequentou  o Centro Livre de Artes em Goiânia.Ela deu uma pausa  e aos 11 anos voltou já na Escola de Artes Veiga Vale em Goiania também.Aos 13 anos seus pais se separaram mexendo com suas emoções foi embora pra brasilia morar com sua tia e lá  continuava a fazer arte na escola parque.Parou um período de sua vida sem saber o que queria indo pela cabeças dos outros foi fazer administração e se frustou......
Então entendi que não podemos enterrar nossos talentos pois se Deus nos deu é porque ele acredita na gente..... Hoje voltei a desenhar e estou estudando bastante arte e matérias básica de vestibular pois pretendo entrar na UnB e ser uma grande artísta.